Perigos do Vale Nentir

Morte Branca

E não é que morreu ?

(…) Quando os aventureiros começaram a atravessar a ponte, algo saindo da água chamou a atenção. Um grupo de homens-peixe estava de butuca apenas esperando alguém passar. O objetivo do grupo de sardinhas era cobrar uma tarifa para que os heróis do Baronato pudessem passar. Não querendo gastar recursos mais importantes do que míseras moedas de ouro, eles decidiram que era trabalho demais, e decidiram pagar as moedas. Cinco para cada, depois quatro, mas três para os três que ficou doze. Doze moedas de ouro mais pobres, a jornada continuou.

Pouco tempo de viagem depois, um vulto foi visto beirando a estrada. Aparentava ser um pedinte – disse que estava perdido e com fome. Prontamente Lobo da Noite e Karkaroff se dispuseram a ajuda-lo com um pouco de mantimentos. Lobo, porém, atento, percebeu que já o havia visto antes – na cidade anterior, inclusive. O pedinte se revela, então, dizendo que estava observando o grupo e sua missão por justiça. Um dragonborn cujo mestre – um dragão prateado – havia sido aprisionado por um dragão branco chamado Morte Branca. Pediu por nossa ajuda para liberta-lo, oferecendo recompensas e o favor de um dragão. Aceitamos pela possibilidade de botas novas.

Segundo o autointitulado aprendiz, seu mestre estava preso em uma fortaleza de gelo, no centro de um lago gelado. Iríamos nos aproveitar de uma passagem secreta em uma vila de criaturas próximas – escravizadas por Morte Branca. Ao chegar na vila, porém, as coisas não fluíram tão bem. Eram criaturas da mesma raça do Mago do Caos, e conhecidas por serem . . . Doidas. O mestre chamou isso de “caótico”, mas era apenas maluquice mesmo.

A vila se localizava nas margens do lago. Na entrada, ossadas diversas – vítimas do dragão. Ao redor, muitas estátuas de gelo demonstravam que diversos grupos tentaram se aproximar, apenas para terminarem suas jornadas como obras de Edward. Os Uldras, pequenos seres féericos que se traduzem como uma versão élfica dos Halflings, logo se aproximaram. Queriam respostas, guisados, e oferecer hospitalidade onde não haviam casas queimando. Um ritual de porradaria, dois chefes da vila, uma cobra e muita orgia depois, encontraram uma passagem secreta embaixo de uma tábua solta, dentro da tenda dos xamãs da tribo. Um tobogã de gelo em espiral desaparecia ao longe. Desceram.

Era uma câmara imensa. Uma caverna de gelo, com vários cestos entupidos de coisas diversas, que se resumiam à tesouro e comida. Um Uldra estava de camper, apenas assistindo à chegada daquelas pessoas estranhas. Perguntou se eram comida. Disseram que vieram dar de comer. Convenceram que o Uldra era tão corajoso quanto um pedaço de carne, e exploraram os grandes corredores de gelo. Deveriam haver muitas lutas e confusões, mas o grupo tava meio desfalcado (dois jogadores faltaram), aí a Grande Voz Acima disse que adiantou o lado pra sessão acabar mais rápido.

Passaram por vários antros e passagens com diversos mistérios e perigos. Trolls, estátuas congeladas de criaturas e um navio inteiro congelado fizeram parte do que havia nos salões, mas o importante foi a biblioteca que encontraram. Uma Tiefling estava estudando, e olhou assustada para o grupo. “Quem são vocês ?”, ela perguntou. “Viemos aqui matar Morte Branca, e aí ?”, responderam, ameaçadoramente. “Ele . . . Ele tá lá, ó”, disse a Tiefling, apontado para uma grande ruptura no chão. Depois de negociações, concordamos em ajuda-la a transportar a biblioteca, e ela nos deu informações e itens que iriam nos auxiliar contra Morte Branca. Descemos a ruptura, para a boca do dragão.

Uma caverna ainda maior. Uma grande cama de gelo. Uma armadilha ativada. Depois de enfrentarmos três trolls que estavam fazendo a segurança do lugar, chegamos na antecâmara onde estava Morte Branca. Tamanho Huge. Um dos itens disponibilizado pela Tiefling era uma flecha onde havia escrito “esterminadora de largatichas, favor ligar para 5678-inferno”. Com buffs variados, Lobo da Noite puxou o arco e meteu a flechada. +6d10 de dano.

Morte Branca era considerado uma criatura Lendária, e por causa disso, ele tinha a opção de escolher não ser atingido pelas coisas. Magia após magia, os aventureiros fizeram uma cachoeira de dano no bicho. Próximo de morrer, porém, ele tentou fugir pulando em um lago gelado. Lobo da Noite, com o segundo item que a Tiefling havia dado – um anel que concedia resistência à gelo -, se transformou em cobra e pulou no lago. Depois de um ENROSCA EM MEU PESCOÇO DÁ UM BEIJO NO MEU QUEIXO E GEME, a anaconda trouxe o corpo morto do dragão de volta pra caverna. Os aventureiros fizeram festa com todas as possibilidades do que podiam fazer com as escamas e o couro do dragão. Todos os itens, as armaduras, as botas, olha quanto couro disponível MEO DEOS. O dragonborn pegou o coração do bicho e comeu, voltando à sua forma original – um dragão de prata. A gente nem ligou pra mentira dele, tinha ouro pra caralho lá.

Final das contas: armaduras novas, botas novas, mochilas novas, um drinking horn novo, um elmo novo, e ainda sobrou couro para fazer muitas roupas para uma jovem de 16 anos.

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Morte Branca
SeanWishart

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